Bolsa de Negócios e Emprego de Angola

O MEU EMPREGO está aqui.

Na Bolsa de Negócios e Emprego de Angola
 
você vai encontrar de certeza um emprego
 
à SUA medida.
Você está aqui: Início
  • Decrease font size
  • Default font size
  • Increase font size
Distribuição de energia melhora todos os anos

O secretário de Estado da Energia afirmou ontem, em Luanda, que apenas 30 por cento dos angolanos tem acesso à energia eléctrica e que o surgimento de novas cidades contribuiu para o aumento da procura de electricidade.

João Borges, que falava à imprensa no final de um dos  também contribui painéis do seminário internacional sobre a regulação do sector eléctrico, esclareceu que o relançamento da actividade económica em quase todo o paíspara a crescente necessidade da oferta de um serviço público de electricidade de qualidade.
"É preciso darmos passos no sentido da universalização do acesso directo que cabe a cada família no país", disse o  secretário de Estado, reconhecendo as insuficiências na quantidade e qualidade do serviço público de electricidade.
No seminário, em que participaram entidades reguladoras da electricidade do Brasil, Cabo Verde, Moçambique e Portugal, João Borges disse que Angola tem a tarifa de electricidade mais baixa da CPLP e na região austral de África.
O valor médio em Angola, segundo João Borges, está fixado em três cêntimos, quando na região austral do continente ronda os 11 cêntimos por quilowatt/hora. 
"O Estado está a subvencionar cerca de 70 por cento do preço da energia eléctrica. Uma vez reduzido o volume destes subsídios, vamos ter condições para que os recursos possam ser dirigidos a outros sectores como a saúde, educação e outros que, do ponto de vista social, devem merecer uma atenção prioritária do Estado".
João Borges disse que a elevação do preço deve reflectir o custo de produção, além de ser acompanhado de medidas de melhoria na qualidade e regularidade no fornecimento. O secretário de Estado explicou que o preço oficial de energia eléctrica em Angola cobre entre dez e 15 por cento do custo de produção de cada quilowatt/hora.

Nova legislação

João Borges salientou que o novo regulamento tarifário vai permitir, por um lado, aclarar os custos inerentes à produção e fornecimento de energia eléctrica, e por outro, elevar as exigências das empresas perante os consumidores.
A estrutura tarifária a ser adoptada, declarou João Borges, deve respeitar os princípios da protecção das franjas populacionais de baixo rendimento familiar.
O secretário de Estado da Energia garantiu que a aprovação da legislação vai levar a um conjunto de reformas nas empresas para adequar a estrutura organizacional e os procedimentos internos de controlo e das normas.
"As perdas comerciais que as empresas têm actualmente não podem ser reflectidas nos preços da energia eléctrica, daí que haja necessidade de apurar, com rigor."

Fonte: Jornal Angola, 31 Março 2011

 
Faixa publicitária