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Conferência CEO Experience - Na agenda do crescimento
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Conferência CEO Experience - Na agenda do crescimento
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Cerca de 100 lideres de algumas das principais empresas do País aceitaram o desafio do Expansão e participaram na Conferência CEO Experience, sobre as estratégias de desenvolvimento sustentado da economia. Com destaque para as novas posições que se anunciam para os países emergentes.

"O que está na sua agenda?" Entre países desenvolvidos e nações em vias de desenvolvimento, a pergunta correu mundo pela voz de Marcelo Gil de Souza - responsável global pela área de estratégia corporativa da consultora de gestão Accenture - antes de a resposta projectar o principal tema em debate na conferência CEO Experience: a partilha de experiências de liderança empresarial, em busca das melhores estratégias para o crescimento sustentado da economia do País.

"Depois de falar com CEO [presidentes executivos] de todo o mundo, identifiquei os factores que, na minha opinião, traduzem bem as suas preocupações", adiantou o especialista da Accenture, destacando o regresso da "agenda de crescimento" às companhias e a chegada de novos líderes mundiais, com a retoma da economia.

"Num momento de crise como o que vivemos, as barreiras às entradas de novos competidores são menores", explicou Gil de Souza, confiante no crescente protagonismo dos países emergentes na cena económica mundial, que já começaram a investir fora dos seus mercados. "Acredito que mais de metade das 500 maiores empresas do globo serão de países em desenvolvimento e de grande expansão, como é o caso de Angola", adivinha o perito da Accenture, a partir de pesquisas já efectuadas pela consultora de gestão: "Enquanto 21 firmas de países emergentes faziam parte das 500 maiores empresas do mundo em 1991, no ano passado esse número já chegava às 90 firmas".

A evolução, que corresponde a uma facturação anual aproximada de 18 biliões USD, surge reforçada pelo peso crescente dos mercados de consumo do mundo em vias de desenvolvimento, já com um bilião de clientes.


Diversificar e geriras incertezas

Pela primeira vez na história, em 2009 a soma do consumo dos países emergentes foi maior do que a soma do consumo de todos os estados norte-americanos", observa Gil de Souza, acrescentando que, também no ano passado, "mais de 100% das taxas de crescimento da economia mundial" vieram de países emergentes. A tendência - que neste ano aponta para que 80% do consumo mundial seja proveniente de países em desenvolvimento, coloca as lideranças já reconhecidas perante desafios maiores de consolidação, e obriga os agentes económicos a rever os modelos de planeamento.

"A incerteza dos mercados, tanto do ponto de vista económico, como do ponto de vista da inovação e das vantagens competitivas de intervenientes, até há poucos meses desconhecidos, gera a necessidade de uma estratégia flexível que se adapte a cada nova informação."

A exigência identificada pela Accenture - que ainda está longe de ser cumprida pelo mundo empresarial, em que 88% dos CEO se assumem incapazes de traçar planos maleáveis - comprovou-se na partilha de experiências dos presidentes da Comissão Executiva do Banco Espírito Santo Angola (BESA) e do Banco Africano de Investimentos (BAI), instituições que representaram os investimentos privados angolanos na Conferência.

"O maior desafio que os CEO angolanos têm é gerir a incerteza", considerou o presidente do BESA, Álvaro Sobrinho, defendendo que mais do que reagir às indefinições relativas à concorrência e à inovação, urge gerir a incerteza do ponto de vista estratégico, no sentido de regulamentar leis que permitam aos CEO e às empresas definirem planos.

"Em 2009, em resultado da crise financeira, tivemos alterações legislativas e normativas que afectaram as empresas", notou o presidente do BESA, lembrando que os CEO angolanos "tiveram de inventar" à medida que as mudanças foram sendo introduzidas.

Contra essa necessidade de adaptação permanente - igualmente evidenciada nas palavras do presidente do BAI, José de Lima Massano -, Álvaro Sobrinho apelou para uma maior interligação entre o Estado e as empresas privadas, imperativo igualmente evocado pelo ministro de Estado e da Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior.

"O Governo de Angola considera que a diversificação progressiva da base económica do País e das exportações, bem como a sua especialização produtiva, deve assentar numa coordenação perfeita entre investimentos públicos e investimentos privados", adiantou o governante, responsável pela abertura da conferência.

Segundo o ministro, que discursava sobre o modelo de desenvolvimento económico definido para Angola, "o Estado deverá assumir o papel de agente regulador e coordenador do desenvolvimento económico e social do País, exercendo uma função de liderança, com base numa estratégia concertada com a sociedade civil e com o sector empresarial".



 
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